Quarta, 17 de Julho de 2024
  • Quarta, 17 de Julho de 2024

Atlético-MG e Coudet: pedido de desculpas reinicia relação, mas saída fica sem tantas barreiras

Reunião no CT do Galo foi em estilo "enquadrada" ao técnico após coletiva combástica na quinta

GLOBOESPORTE.COM / FRED RIBEIRO


'Não é minha intenção sair', garante Coudet

"Pedi desculpas. Volto a pedir desculpas. O mais importante é focar no domingo".

Eduardo Coudet e o Atlético-MG fizeram as pazes, mas não de maneira fácil. Na sexta-feira, uma reunião interna entre técnico e representantes da cúpula do Galo esclareceu pontos da coletiva bombástica do argentino, no qual "cuspiu abelhas". A relação fica reestabelecida, mas feridas existem.

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Chacho mudou a postura. A reunião foi entre ele, o presidente Sérgio Coelho, o presidente do Conselho Deliberativo Ricardo Guimarães e o diretor de futebol Rodrigo Caetano. Coudet negou que tenha conversado sobre a cláusula de saída no encontro. Retirar a multa do contrato em caso de rompimento (de qualquer parte) foi algo pedido por ele há 15 dias.

Apesar da fala de Coudet, o ge apurou que o tema foi abordado entre o técnico e a cúpula. A diretoria do Atlético aceitou a cláusula de saída proposta pelo argentino. E a informação é que o documento deve ser assinado ainda nesse fim de semana.

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No passado, quando o treinador sugeriu tal possibilidade, o Galo não havia concordado. Seu contrato vai até dezembro de 2024. Ele disse que quer ficar no Atlético, e que inclusive teve outras proposta quando deixou o Celta de Vigo, mas "elegeu" o Galo.

"Vou falar a verdade: não falamos de cláusula ou nada. Aceitei que não era o lugar e momento (do discurso da coletiva), não tinha intenção de ofender ou criar clima ruim" - Coudet

Nos bastidores, algumas falas de Coudet na coletiva de quinta foram muito mal recebidas pelo órgão colegiado. Ele chega a falar que o planejamento que lhe foi proposto em dezembro de 2022 foi bem modificado, no que diz respeito à montagem e manutenção do elenco. Outro pronto crucial foi quando ele disse aponta um discurso mentiroso de um investidor.

"Se um investidor disser que eu sabia que iria acontecer, é mentira. É mentira. Não era a situação que me prometeram. Não é a situação é real" - Coudet.

A frase fica sem nomes. Mas a título de contextualização, na semana que o Atlético completou 115 anos, o ge entrevistou Rubens Menin. Na conversa, o conselheiro e membro do órgão colegiado afirma, quando perguntado sobre as movimentações no elenco do Galo: "Está tudo organizado. Quando o Coudet chegou, foi tudo colocado às claras. Ele sabe de tudo. Ele disse que queria isso, iria abrir mão daquilo. Foi tudo acertado".

"Não quero sair. Elegi o clube. Difícil falar de mim mesmo. Mas tinha muitas propostas, muitas de Brasil, certamente. Eu escolhi vir ao Atlético. Estou feliz de estar aqui. Ontem (quinta) não era o momento nem o lugar para falar aquilo" - Coudet.

Na reunião a quatro paredes na Cidade do Galo, o combinado foi que não bastava ele se desculpar internamente. Deveria optar pela retratação utilizando o mesmo instrumento do "estouro" de quinta-feira - uma entrevista coletiva de imprensa. Ela demorou a começar, e Coudet voltou a fazer novas respostas longas, o tema da cláusula foi perguntado quatro vezes para ele, e a entrevista teve duração de quase uma hora.

O Atlético não terá muito tempo para reforçar a equipe. Inclusive, a janela para contratações no Brasil irá fechar dia 20 de abril. A última cartada foi o volante Rodrigo Battaglia. Coudet queria um camisa 9, mas falou na última entrevista que usará a base e conta com o apoio da torcida do Galo, tendo até falado do copo de cerveja que acendeu a ira de quinta.

A exposição de quinta também precisa ser contornada na relação do técnico com os jogadores. Uma imagem do treinador conversando com Mauricio Lemos (citado nominalmente em entrevista após o jogo) no treino dessa sexta parece ser uma boa resposta:

"Minha relação com os jogadores é espetacular. Os que vieram para cá, aqui estão porque eu tive participação".

Feridas existem, receberão remédios, e agora é aguardar que virem cicatrizes, quem sabe, esquecidas por um título do Campeonato Mineiro, boas estreias na Copa do Brasil e Brasileiro, e a reabilitação na Copa Libertadores contra o Athletico-PR. No domingo, vale taça, e o Mineirão terá 60 mil torcedores num reencontro com o seu treinador. Copos de cerveja poderão voltar aos céus, em tom de festejos.

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