Sexta, 19 de Julho de 2024
  • Sexta, 19 de Julho de 2024

A virada de chave da seleção feminina às vésperas da Copa do Mundo

Atuações dão confiança, e Brasil traduz em resultados o trabalho coletivo de um grupo renovado

GLOBOESPORTE.COM / CíNTIA BARLEM


Brasil comemora gol contra a Alemanha — Foto: Thais Magalhães/CBF

A vitória sobre a Alemanha por 2 a 1 nesta terça-feira começou a ser construída ainda no jogo com a Inglaterra na última quinta-feira. Foi naquele confronto a virada de chave para que o grupo assimilasse que era possível duelar diante das potências do futebol feminino na atualidade. Mesmo com a perda do título da Finalíssima, o Brasil impôs um segundo tempo de dificuldades às atuais campeãs da Eurocopa. Alguns dias depois, o triunfo finalmente diante das vice-campeãs da Euro. As palavras de Ary Borges dão bem a medida.

"Ver o último jogo contra a Inglaterra e saber que a gente poderia ter ganhado o jogo, ver que é só por um detalhe, é só a parte final, fez com que a gente se cobrasse ainda mais, que treinasse muito mais e hoje (terça-feira) a gente foi coroado com isso", Ary Borges.

Acima de atuações individuais, a seleção teve conjunto e nele algumas expressões que Pia Sundhage tanto repete: grit (perseverança), cohesive team (time coeso), "fica com a bola", como ela diz. A união fez a força e deu confiança na busca pela vitória. A Seleção esteve aplicada desde o começo. Garantiu o resultado logo no início do jogo e não desperdiçou chances. A fórmula perfeita tanto batida pela treinadora e repetida pelas atletas. E ela funcionou pela colaboração mútua - comissão técnica e jogadoras.

Tudo funcionou com precisão. Da sobra de bola com a chegada de Tamires para finalizar ao passe longo qualificado de Rafaelle ao ataque. No gol de Ary Borges, jogada ensaiada. Individualmente, novamente Antonia foi incansável. Do lado direito ao esquerdo, tirou qualquer perigo alemão. Na frente, mais uma atuação "de Barcelona" de Geyse, o que tanto era esperado na Seleção e aconteceu desde o segundo tempo contra as inglesas. O aproveitamento de Gabi Nunes no ataque também rendeu um fôlego extra ao setor. Kerolin novamente foi eficiente. É praticamente um "coringa" de Pia e sempre funciona bem.

>> Confira a tabela da Copa do Mundo feminina

O certo é que Pia Sundhage pode ter uma tranquilidade de ter um grupo que corresponde. E corresponde mesmo com desfalques como Debinha ou as constantes lesões de jogadoras que compõem o meio de campo como Angelina e Duda Sampaio. Há uma brecha para olhar um pouco mais adiante na Copa do Mundo e celebrar que a renovação da Seleção, enfim, começa a chegar aos olhos dos torcedores.



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