Terça, 16 de Abril de 2024
  • Terça, 16 de Abril de 2024

França na final! Veja jejuns históricos que os Bleus podem quebrar na Copa

Seleção tenta ser a primeira bicampeã seguida desde o Brasil em 62; Deschamps busca segundo título, 84 anos após o italiano Vittorio Pozzo; e Mundial pode ganhar dez novos jogadores bicampeões

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Melhores momentos: França 2 x 0 Marrocos pela semifinal da Copa do Mundo 2022

Classificada para a final da Copa do Catar, a seleção da França vai buscar no domingo, contra a Argentina, o tricampeonato mundial, uma conquista que vai significar também a quebra de três jejuns históricos da competição: treinador com duas taças no currículo (84 anos), seleção com dois títulos seguidos (60 anos) e jogadores bicampeões (20 anos) .

Veja abaixo as marcas que a seleção da França tenta alcançar na história da Copa do Mundo:

Técnico bicampeão

Até hoje, somente o italiano Vittorio Pozzo levantou duas vezes a Copa do Mundo como treinador, à frente da seleção da Itália nos Mundiais de 1934 e 1938 . Já se passaram 84 anos sem outro técnico alcançar o feito. Quem chegou muito perto foi o brasileiro Zagallo, campeão em 1970 e vice em 1998. Didier Deschamps, assim como Zagallo e o alemão Franz Beckenbauer, já está na história das Copas por ter sido campeão como jogador (em 1998) e treinador (em 2018). O argentino Carlos Bilardo (campeão em 1986 e vice em 1990) e Beckenbauer (vice em 1986 e campeão em 1990) também estiveram perto da dobradinha. Agora, é Deschamps quem tem a chance de repetir Pozzo e ser o segundo bicampeão como técnico após oito décadas.

Seleção com dois títulos seguidos

Em 22 edições de Copa do Mundo, só aconteceu duas vezes de uma seleção ser bicampeã em sequência: Itália, em 1934 e 1938, e Brasil, em 1958 e 1962. A Argentina chegou perto com o vice-campeonato em 1990, depois o Brasil também esteve a um jogo do feito, mas foi vice em 98. Agora é a França, campeã em 2018, quem tem a chance de encerrar uma escrita de 60 anos sem uma dobradinha na Copa do Mundo.

Dez novos jogadores bicampeões

Até hoje, somente 21 jogadores conquistaram a Copa do Mundo mais de uma vez . O recordista, como sabemos, é o nosso Pelé, único tricampeão mundial . Dos 20 jogadores bicampeões, há um argentino, quatro italianos e 15 brasileiros . Entre eles, Cafu e Ronaldo Fenômeno, os dois últimos jogadores a ganhar duas Copas (1994 e 2002). Vinte anos depois, a França tem dez jogadores remanescentes do título de 2018 querendo entrar nessa lista: os goleiros Hugo Lloris, Steve Mandanda e Alphonse Areola, os laterais Benjamin Pavard e Lucas Hernandez, o zagueiro Raphaël Varane, o meia Antoine Griezmann e os atacantes Ousmane Dembélé, Olivier Giroud e Kylian Mbappé .

Veja os 20 jogadores bicampeões mundiais:

Argentina: Daniel PassarelaItália: Giuseppe Meazza, Eraldo Monzeglio, Giovanni Ferrari e Guido MasettiBrasil: Bellini, Cafu, Castilho, Didi, Djalma Santos, Garrincha, Gilmar, Mauro, Nilton Santos, Pepe, Ronaldo, Vavá, Zagallo, Zito e Zózimo

Mbappé e Griezmann podem igualar Pelé

Dois jogadores também têm a chance de alcançar marcas históricas na final. Mbappé e Griezmann, que fizeram gol na vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, na decisão da Copa de 2018, têm agora a chance de entrar no seleto grupo de jogadores com gols marcados em duas finais .

Somente quatro jogadores tiveram esse privilégio: os brasileiros Vavá (dois gols na final de 1958 e um na final de 1962) e Pelé (dois na final de 1958 e um na final de 1970), o alemão Paul Breitner (um gol na final de 1974 e outro na final de 1982) e o francês Zinedine Zidane (dois gols na final de 1998 e um na final de 2006). Somente Pelé e Vavá foram campeões nas duas decisões em que fizeram gol (Breitner foi vice em 1982 e Zidane, vice em 2006).

Se Mbappé ou Griezmann fizer dois gols se igualará também aos maiores artilheiros de finais de Copa do Mundo, todos com três gols: Vavá, Pelé, Zidane e o inglês Geoff Hurst, até hoje o único jogador a fazer três gols em uma decisão de Copa do Mundo, na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha na final de 1966.



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