Editorias / Esportes
Fortaleza desembarca, cobra agilidade em punições, e CEO relata ambiente hostil: "Pedras, pilhas, isqueiros"
Delegação tricolor desembarcou na tarde desta sexta-feira (11)
GloboEsporte.com / Juscelino Filho
O Fortaleza desembarcou na Capital cearense na noite desta sexta-feira após o jogo contra o Colo-Colo pela Libertadores, interrompido após uma invasão de torcedores no estádio Monumental de Santiago. Os jogadores passaram em silêncio, sem conversar com a imprensa. O CEO do clube, Marcelo Paz, foi o único a falar e reiterou o pedido de uma punição célere e rigorosa da Conmebol ao Colo-Colo.
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- Pelo tempo deles, espero que (a punição) seja rápida, porque a rapidez da punição também ensina . A gente lamenta tudo isso. Fomos muito bem recebidos pela diretoria do Colo-Colo na noite anterior. Mas em campo, o comportamento da torcida foi inaceitável. Acredito que a Conmebol vá punir. O mundo do futebol, como um todo, percebe a gravidade. O Chile está consternado com isso - declarou Marcelo.
O CEO ressaltou ainda o ambiente hostil encontrado pelo Fortaleza no Monumental de Santiago. Ele revelou que vários objetos foram arremessados contra os jogadores e contra a própria torcida tricolor que foi ao jogo.
- Primeiro de tudo, lamentar as duas mortes. Esse é o ponto principal, tem que ser lembrado, futebol não combina com violência. A competição não pode ficar marcada por duas mortes. A gente viu um ambiente hostil de várias maneiras. Se fala mais da invasão de campo, mas teve sinalizador ligado que não pode, teve pedra jogada na nossa torcida, pilha, isqueiro, garrafa jogada nos nossos jogadores . A gente espera que a Conmebol seja extremamente rígida e aplique as punições.
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O Fortaleza agora volta as atenções para o Brasileirão. No domingo, encara o Internacional em casa pela terceira rodada. Paz garantiu que o episódio não pode afetar o time para a sequência dos desafios.
- Não é pra impactar. A gente tem que reforçar esse combinado de receber bem. Já conversei com o pessoal do Bucaramanga sobre como vai ser a volta. O que aconteceu foi algo isolado e precisa ser punido. A gente vai receber muito bem o Colo-Colo no jogo aqui, essa é a nossa forma, assim que nós somos. A gente sabe que lá tem um problema histórico entre torcida e polícia. Lá é evento privado, a polícia não pode entrar no estádio nos jogos. Então é segurança privada.
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