Prefeito designa servidores para cargos, mas não exonera presos em operação 

InvestigaMS/Wendell Reis


Assessor especial do gabinete do prefeito foi designado para secretaria de Finanças no lugar de preso na operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC).

CLIQUE  PARA SEGUIR O INVESTIGAMS NO INSTAGRAM E NO FACEBOOK

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues (PL), designou servidores da prefeitura para assumirem função dos presos na Operação Águas Turvas, realizada na última terça-feira. O diário não traz a exoneração dos servidores presos, mas indica interinos. 

Elcio da Silva Casanova, ocupante do Cargo de Assessor Especial de Gabinete, passa a responder, interinamente, pela Secretaria Municipal de Administração e Finanças, enquanto Jander Claro Cruz será, interinamente, Tesoureiro do Município. 

O Gecoc prendeu quatro pessoas e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em operação contra corrupção em Bonito. Foram presos o secretário de Finanças, Edilberto Cruz, a responsável pelo setor de licitações, Luciane Cintia Pazette, Carlos Henrique Sanches Corrêa, e o empreiteiro Genilton Moreira.

Águas Turvas

O Gecoc realizou operação para investigar uma possível organização criminosa que fraudava licitações, praticando corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos na Prefeitura de Bonito.

“A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021', diz nota do MPE.

Segundo a investigação, são inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso.

Os agentes públicos, em conluio com os empresários, forneciam informações privilegiadas e organizavam a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, mediante recebimento de vantagens indevidas. 

Os contratos apurados até o momento atingem o valor de R$ 4.397.966,86. Segundo o MPE, “Águas Turvas', termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculada pela atuação ilícita dos investigados.


Comentários