Editorias / Esportes
Polícia faz operação contra suspeitos de venda ilegal de camarotes no estádio do São Paulo
Policiais encontraram R$ 20 mil em espécie na casa Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares e que atuava como diretora feminina, cultural e de eventos
GloboEsporte.com / Redação do ge e G1
A Polícia Civil de São Paulo cumpre quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas na investigação que apura a venda ilegal de camarotes no São Paulo Futebol Clube, como detalhou reportagem do ge nas últimas semanas.
A operação é realizada pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Desmanches Delituosos (DICCA) por ordem expedida pelo D. Juízo das Garantias da Capital.
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Os alvos dos mandados são Douglas Schwartzmann, afastado do cargo de diretor adjunto das categorias de base, Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares, presidente que passa por processo de impeachment no São Paulo e está afastado, além da empresária Rita de Cassia Adriana Prado.
Segundo informações do g1, na residência de Adriana, a diligência restou infrutífera quanto à localização da investigada; seus filhos, presentes no local, informaram que a mesma reside atualmente em outro endereço. Ali, porém, anotações pertinentes foram encontradas.
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Na residência de Mara Casares, as buscas lograram êxito, resultando na apreensão de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) em espécie, além de farta documentação e uma CPU. Por fim, na residência de Douglas, constatou-se que o alvo encontra-se em viagem ao exterior. As equipes foram atendidas pelos filhos do investigado e as buscas no imóvel permanecem em andamento neste momento.
As medidas cautelares inserem-se no bojo de investigação que apura a prática dos crimes de coação no curso do processo, associação criminosa e corrupção privada no esporte, segundo informou a Polícia.
Em nota, o São Paulo disse que "é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação" .
A Polícia Civil foi alertada sobre um eventual esquema no clube por uma denúncia enviada pelos Correios. No mesmo inquérito, Julio Casares, atual presidente do São Paulo, e o seu núcleo familiar também são investigados.
De acordo com o delegado Tiago Fernando Correia, o São Paulo é tratado como vítima, algo semelhante ao caso envolvendo o Corinthians e o contrato milionário com uma casa de apostas. Ambas investigações são lideradas pelo mesmo delegado.
A crise política do São Paulo
Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment de Julio Casares.
Depois de alguns escândalos e da investigação, a reunião para votação da destituição do presidente teve aprovação por maioria dos conselheiros. Casares foi afastado e agora aguarda nova votação, desta vez dos sócios, para confirmar ou não a destituição do cargo de presidente do São Paulo.
A pressão em Casares aumentou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados.
Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso ilegal de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025.
Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.
A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.
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