Sábado, 13 de Abril de 2024
  • Sábado, 13 de Abril de 2024

A foto da Copa: como Argentina construiu ambiente para Messi viver maior dia de sua carreira

Imagem do último dia de treino no Catar representa seleção de Lionel Scaloni no Mundial: time evitando crises, unido em torno do craque e sem distrações de rivais, como Benzema e CR7

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Elenco da Argentina no último treino antes da final; Messi está ali, sentado, bem no meio e "protegido" — Foto: Divulgação

A foto produzida e publicada pela seleção da Argentina no último dia de treinos na Universidade do Catar, neste sábado, não foi por acaso.

No total, 56 pessoas entre jogadores, comissão técnica e equipe de apoio aparecem na imagem, que busca retratar a união da seleção em mais de 45 dias de concentração entre preparação nos Emirados Árabes Unidos e a Copa do Mundo propriamente dita. Todas elas entre o líder da "banda", Lionel Messi, 35 anos, obcecado em busca do único grande título que lhe falta.

Contra a França, neste domingo, às 12h (de Brasília), no estádio Lusail, entra em campo uma seleção que até teve turbulência na derrota por 2 a 1 para a Arábia Saudita, na estreia, mas não sofreu grandes crises. Muito pelo comprometimento em torno de seu líder, um ambiente mais fechado e sem as distrações causadas por astros, como Cristiano Ronaldo em Portugal e Benzema na França.

Assim, Messi pode viver o maior dia de sua carreira profissional, com a consagração máxima, neste 18 de dezembro de 2022. Abaixo, o ge mostra como o clima foi se construindo para deixar o astro cada vez mais à vontade e em sua melhor versão.

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Vazamentos? Só de escalações

Tente achar uma grande crise na seleção argentina. Falhe miseravelmente.

Numa Copa marcada pela "estreia" de Cristiano Ronaldo no banco de reservas de Portugal, a saída dele do Manchester United e a história não tão bem esclarecida do corte de Karim Benzema na França, Messi caminhou por gramados tranquilos no Catar.

Leve, sorridente e consolidado aos 35 anos, ele vive sua versão "Maradoniana", faz o que quer, fala o que quer e até briga com quem bem entender. Sem filtros, sem polêmicas, apenas sendo ele mesmo. Até o momento de maior estresse do craque, o caso do "Qué mirá, bobo?" a um jogador da Holanda, virou piada, meme e produto vendido na Argentina.

Assim, a única grande reclamação da Copa partiu do técnico Lionel Scaloni: as escalações argentinas, mesmo com mudanças, sempre vazam. Em comum, com Messi titular em todas.

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Os guarda-costas

Em campo e fora dele, Messi sempre teve ao lado alguns de seus mais fiéis seguidores: Rodrigo De Paul, o principal deles, foi responsável por estancar quaisquer problemas e duelar com rivais que ousaram peitar o camisa 10 no Catar. Foi de De Paul a principal postagem da véspera da final: um "textão" exaltando o ciclo de Scaloni e a equipe de trabalho.

Sempre ao lado do craque, De Paul virou até meme pela superproteção ao amigo mais velho. Nos treinos, porém, é quem proporciona mais risos ao atacante ao lado de Leandro Paredes, Papu Gómez e Di María, por exemplo.

O fator Agüero

Sozinho em um quarto durante a Copa inteira (único da seleção a receber esse privilégio), Messi só abriu as portas a Sergio "Kun" Agüero, seu velho amigo que encerrou a carreira em dezembro de 2021 por causa de problemas cardíacos.

Aguero virou notícia por lives, opiniões e brincadeiras nas redes sociais durante a Copa. O papel dele, porém, é bem mais abrangente: é homem de confiança de Messi no dia a dia, com quem o craque busca conselhos e até se permite momentos de diversão, como numa live em que ficou mais de uma hora online, no meio da concentração.

Não à toa, Agüero quarto com ele na véspera da final mesmo sem poder jogar.

A família Messi

Enquanto em Mundiais passados a seleção conviveu com problemas extracampo, no Catar a Argentina se fechou num complexo luxuoso que possui até churrasqueira. É lá que os jogadores curtem as folgas, juntos, e recebem suas famílias. No início da Copa, a seleção levou 3,5 toneladas de carne para a turma se divertir sem precisar sair de "casa".

No caso de Messi, estão no Catar sua esposa, Antonella, os três filhos, Ciro, Mateo e Thiago, e a mãe, Celia María. Todos sempre por perto e em fotos publicadas pelo craque.

Fora isso, as maiores preocupações de Messi foram com o campeonato interno de truco, disputado em trios na delegação desde a chegada ao país. Quem formou equipe com o craque? Os guarda-costas De Paul e Paredes, claro.

Além disso, até quem não entra em campo é lembrado pela seleção: Lo Celso, por exemplo, foi cortado antes mesmo da Copa, mas convidado pela seleção argentina, estará no estádio Lusail. Ele já havia sido homenageado em amistoso contra os Emirados Árabes Unidos.

Correr pra quê?

Em campo, um formidável Messi tem três assistências e cinco gols nesta Copa. E para isso não precisa correr, fica numa zona particular do campo e vê a equipe jogar por ele.

A Argentina já tinha seu maior craque como centro das atenções, mas, com Lionel Scaloni, ele pôde ficar ainda mais à vontade para jogar perto do gol, onde decide e é letal.

Contra a Croácia, por exemplo, Messi percorreu "só" 8.247 metros no campo. Desses, 4.783 metros foram na velocidade mínima medida pela Fifa – de 0 km/h até 7 km/h. O que significa que ele andou em campo por 58% do tempo da partida que garantiu sua segunda final de Copa.



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