Terça, 16 de Abril de 2024
  • Terça, 16 de Abril de 2024

Coordenadora do CCZ, denunciada por funcionários, é afastada do cargo

Servidores do Centro de Controle de Zoonoses a acusam de comunicação antiética, prepotência e uso do cargo para fins pessoais

CORREIO DO ESTADO / ALANIS NETTO


Arquivo/Correio do Estado

Em decisão publicada na edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quinta-feira (15), a prefeita Adriane Lopes revogou a designação de Juliana Resende Araújo, Coordenadora de Controle de Zoonoses e Bem Estar Animal (CCZ).

Juliana foi denunciada, nesta semana, por funcionários que fizeram um abaixo-assinado para tirá-la do cargo, com denúncias relacionadas a abuso de poder, uso do cargo para fins pessoais e agressividade na comunicação.

Ao Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que a servidora está de licença médica, e uma superintendente foi designada para ficar na função. Apesar do possível problema de saúde, foi apurado que a licença também está relacionada às denúncias. 

“Não é uma punição nem nada, (a revogação) tem apenas caráter formal administrativo”, concluiu.

Denúncias

Os agentes descreveram o ambiente de trabalho como “tóxico”, e afirmaram que a veterinária responsável possui comportamento arrogante com os funcionários. Além disso, mencionaram a comunicação antiética da coordenadora, com uso indiscriminado de mensagens fora do horário do expediente, e com linguagem agressiva.

No documento enviado à Sesau, os funcionários afirmam que “muitos vêm apresentando crise de pânico e ansiedade, inclusive buscando auxílio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau/Sesau)”.

Eles ainda afirmam que puderam notar um aumento considerável de problemas psicológicos na equipe desde que a coordenadora assumiu o cargo, em 2019.

Outra denúncia é de que Juliana estaria usando o cargo para benefícios pessoais. Imagens, divulgadas pelos funcionários, teriam mostrado animais com selos de empresas privadas enrolados em sacolas plásticas para serem descartados no CCZ.

A Sesau informou que ainda irá abrir um processo administrativo para apurar a situação.

Confira o documento:  



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